Imagem capa - Casamentos informais por Marcos Bilate
Ideias para Casamento

Casamentos informais

Lindo exemplo de casamento informal.


Se você nunca se interessou em se casar numa igreja com cortejos, missas..., gostaria de fazer algo com a sua cara e está procurando uma inspiração, veja a história deste casamento que aconteceu no final da tarde em uma fazenda de café em Limeira – SP.

Délio e Ariadne são biólogos, pesquisadores (sim, meio geeks) e, nada tradicionais. Se conheceram em um laboratório de pesquisa em São Paulo em 2010, mas se interessaram um pelo outro apenas em 2013 (segundo eles... será? rs!). Em meados de 2016 me procuraram para fazer as imagens da união que aconteceu em julho de 2017.




O objetivo deles era fazer um evento para comemorar a união no civil com a família e amigos, mas tinha que ser tudo a cara deles! Nos mínimos detalhes! E como são detalhistas!

Não houve cortejo! Convidados chegaram à fazenda e foram acomodados cada qual em suas mesas (lugares marcados e agrupados por afinidades). Seus pais também foram previamente acomodados, mas na “primeira fila”!




Abriram-se as portas para a entrada dos celebrantes! Mas espera! Não era um padre, um pastor ou qualquer outro representante religioso... Eram o irmão dele e a irmã dela! Entraram e assumiram o altar que foi colocado ao ar livre, na grama, abaixo de uma grande e linda árvore.





Sem a presença de uma figura religiosa (ambos não são religiosos), mas com o carinho que o momento exigia optaram por usar como celebrantes os seus próprios irmãos. Estranho? NÃO! Foi lindo, divertido (sim, muitas rizadas) e emocionante (sim, muitas lágrimas de alegria)!

Segundo as palavras dos próprios celebrantes: "... o amor é a pedra fundamental de praticamente todas as religiões e religiosidades modernas. É justo então que um casamento seja celebrado antes de mais nada, com amor. E amor pelos noivos nós dois temos muito mais do que qualquer outro celebrante poderia ter."

Nossa! E como foi emocionante! Os celebrantes estavam tremendo antes de entrarem! Ansiosos com a missão que os esperavam! Nenhum dos dois haviam feito isso antes! Que estreia! Fazer a cerimônia de casamento dos próprios irmãos! Que responsabilidade! Dava pra ver nos rostos deles a emoção!



Portas fechadas novamente para a entrada... dos noivos... juntos! Sim, juntos! Essa foi outra particularidade deles! E vou dar a minha opinião aqui. Foi mais emocionante do que o convencional! Quando as portas se reabriram, o que vimos foi esse belo casal em meia luz entrando pelo “salão” de mãos dadas. Na outra mão, cada um segurava uma rosa (é, também não teve buque!)



Mas espera... eles se viram antes da cerimônia? Sim! Não apenas se viram como se arrumaram juntos! Aqueles segundos de surpresa quando um vê ao outro no momento da cerimônia foram substituídos por muitos minutos de contato, intimidade, carinho e cumplicidade entre o casal e seus familiares.



Digo sem medo de dizer que foi prazeroso para os dois passar por esse processo juntos! Pude ver os olhos do Délio mareados de emoção, quietinho (do jeitinho minerin dele!) na porta observando sua futura esposa, já de vestido de noiva, fazer os últimos detalhes de cabelo! Aposto que por alguns segundos o mundo parou, nada mais era importante... apenas curtir aquele momento! Paz!




Quando entraram pelo salão levando as rosas nas mãos, ninguém mais sabia mais o que poderia acontecer (guardaram tudo em segredo dos amigos e da família). Estava tudo fora dos padrões!

Pararam em frente aos celebrantes, se viraram para o lado e ofereceram as rosas às suas mães que estavam sentadas em um banco diferenciado próximo ao altar! Surpresas, se emocionaram, se abraçaram, trocaram carinhos e palavras que apenas eles sabem e jamais se esquecerão!




A cerimônia durou exatamente 30 minutos. E como eu disse antes, foi linda, emocionante, divertida e leve para todos os convidados. E foi o tipo de narrativa dos celebrantes que permitiu isso, claro. Informal como os noivos, mas na medida certa - respeitosa e adequada ao momento, com pitadas de ironias e piadas, temperada com carinho, amor e sensibilidade que apenas irmãos são capazes de oferecer!



Como eles fizeram isso? Bem, aqui vão algumas dicas que podem ser úteis e servir de inspiração se você está pensando em fazer isso também (eu fiz no meu casamento também! RS! Mas essa eu conto depois).


O que eles disseram?

Grande parte do tempo foi gasto contando a história dos dois! E essa é a grande sacada! Eles começaram descrevendo a personalidade dos dois. Passearam e fizeram piadas sobre os gostos peculiares de cada um deles. Obviamente, não poderia faltar a história de como foi "a conquista". Mas essa narrativa foi baseada nas versões dos amigos... e é claro que eles não perderam a oportunidade! Ah... essa parte rendeu muitas risadas e claro, com o final obviamente feliz que viria a seguir, muitas lágrimas!

Por fim, é claro, falaram sobre a importância do amor e da aliança!


Para ajudar mais um pouquinho, fiz algumas perguntas aos celebrantes. As respostas seguem abaixo! Espero que ajude!


Stéfanie

1- Como foi feito o convite para vocês?

A Ladi se ajoelhou no chão, me mostrou as alianças e pediu se eu não poderia ajudar a casá-los. =P brincadeira, ela me disse que eles gostariam de fazer algo mais pessoal e religiosamente neutro. Juntos decidiram que fazia sentido chamar os irmãos para isso. Eu não conhecia o Zé, pessoalmente só nos conhecemos no dia do casamento.

2- Vocês já tinham feito isso antes? (Celebrar um casamento)

Nope. Primeiríssimo. Eu também nunca tinha ido numa cerimônia celebrada por "leigos", já tinha visto em filme etc, sabia que muita gente faz, mas nunca tinha visto uma ao vivo.

3- Os noivos interferiram durante o processo de escrever?

Não, nossa parte era toda surpresa para eles. Inclusive deixaram que decidíssemos se entraríamos na cerimônia e com que música. O Zé escolheu a do Rei Leão hahahahaha e eu gostei

4- Como e onde buscaram inspiração para decidir o que seria dito na cerimônia?

Para ser muito honesta, o grosso da cerimônia foi escrito numa madrugada sem sono; acho que baixou um espírito ahahahahaha então essa pergunta é um pouco complicada!

Mas vou tentar responder dizendo que a cerimônia estava dividida em 3 partes principais:

Na primeira, que foi pensada para ser um pouco mais leve e preparar o público para esse tipo de cerimonia não ortodoxa, tinha várias piadinhas e era nela que contamos a história (fake) do casal. Acho que a inspiração para maior parte desse trecho veio das histórias que seus amigos nos contaram.

A segunda parte tinha um tom mais sério e a ideia era falar de uma forma bem honesta sobre a natureza do amor. A inspiração para esse pedaço saiu tanto do relacionamento fraternal que temos com nossos irmãos quanto de outros relacionamentos pessoais. Nós viemos de famílias com relacionamentos afetivos um pouco complicados, aprendemos com isso a encarar o amor com muita realidade no olhar. Acho que posso dizer então que a decisão do que foi dito veio em maior parte, desse olhar calejado, mas bastante aberto e carinhoso =]

O último pedaço falava sobre as alianças, era como um adendo ao segundo assim como as alianças são como um adendo ao casamento. A inspiração veio do mesmo olhar da segunda parte.

5- Como vocês fizeram para obter informações privilegiadas (em relação a "grande conquista")?

Os noivos mandaram um e-mail para os amigos que estavam presentes na época pedindo para nos ajudar. Ninguém respondeu a sério hahahahaha aí usamos as histórias inventadas deles mesmo até porque eram bem engraçadas

6- Qual foi a maior dificuldade?

Olha, do Zé eu não sei, mas a minha foi ir lá na frente falar hahahahha não adiantou escrever o texto, ficar alisando e lendo ele por mais de mês. Morro de medo de falar em público, me deu o maior branco! Mas deu tudo certo =]

7- Como vocês guardam na lembrança esse casamento?

Com muito carinho, é claro! Acho que foi muito especial participar da forma como participamos na cerimônia. Eu tenho uma memória muito ruim, mas acho que não vou esquecer desse dia nunca =]

Espero que ainda sirva de alguma coisa! Por favor, nos mande o link do post quando ficar pronto também! =D


José Gabriel

1- Como foi feito o convite para vocês?

No meu caso, meu irmão externou o interesse em uma rotineira conversa de whatsapp, o que foi posteriormente confirmado pela Ari.

2- Vocês já tinham feito isso antes? (Celebrar um casamento)

Jamais! Nunca passou pela minha cabeça celebrar um casamento, ainda mais do meu irmão. A propósito, já inclui no meu currículo, ainda mais nessa época de crise ;)

3- Os noivos interferiram durante o processo de escrever?

Aí está algo interessantíssimo. Os noivos não interferiram em nada! Obviamente que no decorrer da formatação e criação da cerimônia foi necessário tirar algumas dúvidas com os mesmos. Contudo, além de não interferirem em nada, Délio e Ariadne também não sabiam uma letra do que falaríamos no dia.

4- Como e onde buscaram inspiração para decidir o que seria dito na cerimônia?

Boa parte (praticamente toda rsrs) cerimônia foi escrita pela Téia, irmã da Ari. Nós nos encontrávamos via skype, dado a distância, para alinharmos o texto e para ensaiarmos. Da minha parte, a principal inspiração, sem dúvida, foram os noivos. Queria que aquele momento ficasse eternizado na vida deles, mas não com falas forçadas, piegas, ou juras de amor supostamente eternas. Gostaria que eles sentissem a importância que têm em minha vida, desde a mais sincera alegria até o mais fraterno amor. Da mesma forma, queria que eles sentissem até mesmo aquela vergonhazinha alheia por alguma piada tosca contada na frente de seus convidados rs.

5- Como vocês fizeram para obter informações privilegiadas (em relação a "grande conquista")?

Isso foi - teoricamente - fácil. Délio e Ari nos apresentaram, virtualmente, a alguns amigos. Aí, foi só endereçar alguns e-mails e, bingo, descobrimos, por exemplo, que o Délio tem uma perna de pau dada pela Ari hahahahha

6- Qual foi a maior dificuldade?

Ao meu ver, além do fato de nunca ter celebrado algo do tipo, foi o de tentar fazer com que o timbre da nossa participação estivesse na mesma sintonia dos noivos e do restante da cerimônia. Já parou para pensar dois celebrantes entrando ao som de Rei Leão e, após, a noiva em cortejo com violinos e harpas??? Indubitavelmente ficaria algo estranho, bizarro, destoante.... Por sorte, acertamos na mosca (creio eu) e conseguimos retratar aquele momento tão especial de forma leve, mas sem deixar de lado a importância que carrega.

7- Como vocês guardam na lembrança esse casamento?

Foram 40 minutos que, para mim, poderiam durar para sempre. Mas a principal lembrança de todo o casamento foi a entrada dos noivos: juntos, sem maiores formalidades, ao som de hooked on a feeling e, sobretudo, alegres.



As dicas foram úteis? deixa ai um comentário e dúvidas! Vou adorar poder ajudá-los ainda mais!

Se quiser ver mais algumas imagens desse casamento, acesse o link: http://www.marcosbilate.com.br/portfolio/casamento/143966-casamento-de-ariadne-e-delio